O Sistema Único de Saúde
(SUS) é um modelo de assistência à saúde que
implica numa nova formulação política e num desenho
organizacional distinto dos serviços e das ações de
saúde, com o objetivo de promoção, proteção
e recuperação da saúde. Entretanto, ainda está
em fase de implantação e construção.
O SUS é definido como ÚNICO
porque segue os mesmos princípios em todo o território nacional;
está sob a responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal.
Quanto à organização,
os serviços de saúde devem ser dispostos em uma área
geográfica delimitada, com uma população definida.
As unidades devem ser organizadas em níveis de complexidade crescente
e a “porta de entrada” da população para a rede de serviços
deve ser através das unidades de nível mais elementar, ou
seja, os Centros de Saúde e as Unidades de Emergência. Os problemas que não puderem ser
resolvidos nestas unidades devem ser encaminhados aos serviços de
maior complexidade do Sistema. Esta forma de organização,
regionalizada e hierarquizada por nível de complexidade crescente,
permite uma atenção maior aos problemas de saúde de
cada região, favorecendo as ações de vigilância
sanitária e epidemiológica e a educação em
saúde.
Uma outra questão da organização
do sistema está na descentralização político-administrativa,
enfatizada na forma da municipalização dos serviços
e ações de saúde, que significa redistribuição
de poder, competências e recursos em direção aos municípios,
para que ele exerça o seu papel de gestor, para organizar ações
de vigilância à saúde, com a participação
dos profissionais de saúde, dos usuários, de entidades e
movimentos da sociedade civil, atuando no reconhecimento da realidade que
se pretende mudar e na definição de prioridades. Aos municípios
deve caber a promoção das ações de saúde
diretamente voltadas aos cidadãos.
Os recursos para financiar o SUS
são arrecadados através dos impostos e contribuições
destinados à Seguridade Social (saúde, previdência
e assistência). Os impostos podem ser utilizados em outras despesas
do governo, não só com a seguridade social. As contribuições
para a Seguridade só podem ser gastas para esta finalidade e são oriundas das empresas com base nos salários pagos, vendas e lucro, dos trabalhadores que contribuem sobre os seus salários e da venda
de loterias.
Os impostos que a União arrecada
e divide a metade entre os Estados e os Municípios são o
Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Já o Estado arrecada o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS), fica com uma parte e envia o restante
para os municípios (quanto maior o município, maior é
o valor que ele recebe). Os Municípios, por sua vez, têm os
seus próprios impostos, sendo os dois mais importantes o Imposto
sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços
(ISS), além de outras taxas.
É importante lembrar que para o SUS funcionar adequadamente é necessária a existência de fiscalização e controle, com participação efetiva dos usuários nas tomadas de decisões.
SIMIONI, Ana Maria Cavalcanti. SUS:
Definições e princípios. Mimeo.
COORDENAÇÃO | SOBRE A ESPECIALIDADE | BIBLIOTECA ONLINE | RECURSOS INTERNET | EDUCAÇÃO | PESQUISA | EVENTOS | CASOS CLÍNICOS | COLABORADORES | MAIS... | NOVIDADES | CONTATO |