Disciplina de Enfermagem em Saúde Coletiva I

Laerte A. Peres*


A disciplina 'Saúde Coletiva I' iniciada no primeiro semestre da graduação em enfermagem tem uma carga horária de cinco horas semanais. Durante estes primeiros meses o aluno inicia seu processo de integração à vida universitária, para isso ele conta com alguns serviços que a Unicamp oferece como o Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) e o Grupo de Apoio Psicológico aos Alunos de Medicina (GRAPEME). Os docentes colaboram neste processo com atividades em sala de aula e outras informações sobre o campus, uma vez que a grande maioria dos alunos vêm de outras cidades e estados. É um período difícil para a maioria dos calouros pois estão longe dos parentes e morando com pessoas que até alguns meses antes não conheciam. Aprendem o mecanismo de funcionamento da instituição, as relações aluno-aluno e aluno-professor.

Os docentes de Saúde Coletiva apresentam, no primeiro semestre da graduação, noções teóricas sobre a prática de enfermagem e, paralelamente com outras disciplinas, a história da profissão. Apesar dos docentes tentarem trazer aos alunos algumas noções sobre as funções da enfermagem principalmente na rede básica, através de textos e discussões, os alunos continuam confusos sobre a escolha profissional e quais trabalhos desenvolverão após formados.

Os alunos têm os primeiros contatos com os principais artigos da VIII Conferência Nacional de Saúde, de 1986, e algumas das mais importantes mudanças propostas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A questão da qualidade de vida e do processo saúde-doença são abordados levando em consideração a saúde da população e também dos alunos, futuros profissionais de saúde.

A Unicamp é uma universidade que tem como um de seus objetivos a pesquisa, por isso seus alunos aprendem as noções elementares de pesquisa científica e aqueles que têm interesse em desenvolver algum trabalho científico, podem pedir financiamento junto às entidades de fomento à pesquisa. No Departamento de Enfermagem existem várias áreas de ensino e em todas elas há alunos desenvolvendo algum projeto de iniciação científica. Este contato inicial com a pesquisa fornece ao aluno ferramentas básicas para um possível curso de pós-graduação e, no caso da enfermagem, contribui para o enriquecimento da profissão.

Como incentivo para a iniciação científica, os alunos desenvolvem pesquisa de campo nas regiões mais pobres da cidade, onde as condições de saúde dos moradores são precárias. O trabalho em campo colabora muito com a formação dos alunos porque os colocam in loco com moradores de favelas, tornando mais fácil o relacionamento de teorias epidemiológicas e sociológicas com a realidade vivida pelos moradores. Essa atividade ajuda os alunos a compreenderem em como as pessoas vivem, além de entender em como o profissional da saúde precisa entrar numa favela, ou área de invasão e abordar o moradores.

O inquérito sócio-sanitário feito pelos discentes e supervisionado pelos docentes da disciplina, é analisado, organizado e encaminhado para o Centro de Saúde da região estudada, contribuindo como instrumento de investigação para a Unidade Básica de Saúde avaliar as condições de saúde da população da sua área de cobertura.


*Aluno do Curso de Graduação em Enfermagem da Unicamp e bolsista de Iniciação Científica da FAPESP
ORIENTADORA: Profª Drª Maria Helena Baena de Moraes Lopes
CO-ORIENTADORA: Profª Drª Márcia Regina Nozawa  


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