As disciplinas de Enfermagem
em Saúde Coletiva: experiência vivenciada
pelo aluno
Mudança curricular
no curso de Enfermagem-Unicamp
O curso
de enfermagem na Unicamp surgiu em 1978 devido às necessidades de
mão-de-obra no hospital das clínicas que estava em construção
e da rede básica municipal de saúde que também estava
sendo implementada (NOZAWA, 1997).
Atualmente
a modalidade Bacharelado em Enfermagem é obtida mediante a totalização
de 242 créditos, equivalentes a 3.630 horas, considerando-se aulas de 60 minutos ou 4.356 horas-aula. A modalidade Licenciatura
em Enfermagem exige 277 créditos, equivalentes a 4.155 horas ou 4.986 horas-aula, que
poderão ser integralizadas em 8 semestres (UNICAMP, 2000).
Os alunos
de Enfermagem, além das disciplinas teórico-práticas
do Departamento de Enfermagem, também contam com disciplinas ministradas
por professores dos departamentos de genética médica, psicologia,
patologia, farmacologia e medicina preventiva e social da Faculdade de
Ciências Médicas (FCM), Instituto de Biologia (IB), Faculdade
de Educação (FE) e Instituto de Matemática, Estatística
e Ciência da Computação (IMECC). Além das disciplinas
obrigatórias, ele poderá optar por disciplinas em qualquer
faculdade ou instituto da Unicamp, necessitando apenas da autorização
destes.
Desde sua
implantação, o curso de enfermagem teve apenas uma mudança
curricular que ocorreu em 1997. Este foi um processo de discussão
lento que desenvoleveu-se entre os anos de 1986 e 1991 em nível
nacional liderado pela Associação Brasileira de Enfermagem
(ABEN) que contou com a participação da Comissão de
Especialistas em Enfermagem da Secretaria de Ensino Superior do Ministério
da Educação (CEENF-SESU-MEC) e várias escolas de enfermagem
no país, que culminou num documento contemplando uma proposta para
um Currículo Mínimo para o Curso Superior de Enfermagem.
Em 1994 é aprovado pelo plenário do CFE (Conselho Federal
de Educação) a regulamentação do novo currículo,
não sendo, entretanto, fiel ao documento proposto inicialmente (NOZAWA,
1997).
Já
na década de 80, o Departamento de Enfermagem da Unicamp também
iniciou um processo de revisão curricular que contemplava a formação
de um profissional mais crítico e generalista. Este trabalho coincidiu
com a maioria dos itens propostos pelo Ministério da Educação
em 1994, no entanto ele foi implementado em 1997.
Antes do processo de
reestruturação do currículo de Enfermagem, algumas disciplinas eram dadas em
blocos, concentrando-se nos dois últimos semestres do curso, como ocorria com a Saúde Pública.
Atualmente a disciplina de Saúde Coletiva, que substituiu a Saúde Púbica, é ministrada
logo no primeiro semestre da graduação, introduzindo o aluno à vida universitária,
à formação profissional e à prática de enfermagem.
Com a mudança
curricular, tem sido possível introduzir precocemente os alunos
na realidade da saúde brasileira e no contexto do Sistema Único
de Saúde (SUS), além de oferecer-lhe noções sobre as políticas públicas de saúde.
Com a crescente
demanda pelos serviços de saúde, há necessidade de
se repensar a formação de profissionais na área de
saúde preventiva. Com o quadro econômico no Brasil instável
temos, conseqüentemente, instabilidade no repasse de verbas destinadas
à saúde. É de conhecimento comum que a prevenção
e a promoção à saúde em serviços básicos
no Brasil resolveria a grande maioria dos casos de pacientes que chegam
aos hospitais de alta complexidade com problemas de fácil resolução
(infecções simples, gripes, parasitoses, hipertensão
etc.). Os hospitais, com toda a sua infra-estrutura (prédio, equipamentos
e medicamentos de última geração e profissionais especializados),
consome a maior parte dos recursos destinados aos serviços básicos
de saúde. Portanto, há a necessidade de mudar o ensino focado
no hospital em detrimento da prevenção e promoção
à saúde que é economicamente mais viável, além
de trazer maiores benefícios para a população em geral.
Este novo modelo reconhece e incentiva o trabalho da equipe multiprofissional,
não centrando mais toda a atenção no médico
especialista.
NOZAWA, Márcia Regina.
Perfil profissional, discurso e prática de enfermeiras graduadas
na Unicamp, tese de doutorado, USP, 1997.
UNICAMP, Catálogo
dos cursos de graduação 2000. Campinas, SP, Editora
da Unicamp, 2000.
*Aluno do Curso
de Graduação em Enfermagem da Unicamp e bolsista de Iniciação
Científica da FAPESP
ORIENTADORA:
Profª Drª Maria Helena Baena de Moraes Lopes
CO-ORIENTADORA:
Profª Drª Márcia Regina Nozawa
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